Há uma menina que nasce. Há uma alma _ :háuma, _ Há deuses que nos observam? Adeus. Quem, quais, onde? Que cada um crie os seus e então possa postá-los ao altar ou aos correios. Uns tantos espalharam-se por mãos amigas no último sábado. Adeus. Há deuses que são brinquedos, outros que estão em batalha. Eles existem. Há talhos, há mar, há além da lenda. Háriscos, para arriscarmos e riscarmos e então riscarmos novamente. Há manhã amanhã, sempre. Fazer planos para então amassar e guardar e esquecer, sempre. Há fazeres, afazeres a fazer. Ave maria todas, uma coleção de aves e suas asas, o espaço branco da prece inventada. Amem, amigos. Hálados ou hátravés – do tempo – esse único Deus unânime que nos desgasta. Como disse Rosa: “... , que o riachinho rola” Há casos em que o acaso jamais será abolido. Mallarmé com candomblé, novo exemplo. “Descendo, sim, dos que hão de vir” Joana é minha mãe, Sonia, todas as minhas avós e além. Amém. Há uma menina que nasce. :háuma, como um 7º bijá-mantra, que reverbera em minha garganta desde a 1:34 do último 04.05: lâm, vâm, râm, yâm, hâm, ôm, háuma.

A poucos passos do centro, dois lances acima, antes do sol que insiste lá fora, pegue um dos papéis da parede e guarde, ou doe, ou esqueça, ou fume: espalhe.

 

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